FM Cittadinanza

Visto E-2: investidor de país com tratado

O E-2 é o caminho mais direto para quem tem passaporte de país com tratado e quer investir e viver nos Estados Unidos operando o próprio negócio.

Em resumo

O E-2 é um visto de não-imigrante para investidores nacionais de países que mantêm tratado de comércio e navegação com os Estados Unidos. Permite morar no país enquanto se dirige um negócio no qual foi feito investimento substancial, é renovável indefinidamente enquanto a empresa opera, e o cônjuge pode pedir autorização de trabalho. O Brasil não consta na lista oficial de tratados; a Itália consta, e a cidadania italiana reconhecida por descendência vale igual à de nascimento para esse fim.

O que o processo exige

Nacionalidade de país com tratado
Verificada contra a lista oficial do Department of State. É requisito de entrada: sem ela, não há E-2, em nenhuma hipótese.
Investimento substancial e irreversível
Não há valor mínimo em lei. O teste é de proporcionalidade em relação ao custo total de comprar ou montar aquele negócio específico, e o capital precisa estar comprometido, não apenas disponível em conta.
Empresa real e operacional
Precisa ser um negócio ativo e produtivo. Empresa de papel, conta parada e imóvel para renda não sustentam o visto.
Direção e desenvolvimento pelo investidor
O investidor dirige o negócio. Participação passiva minoritária não qualifica.
Origem lícita e rastreável dos recursos
É preciso demonstrar de onde veio o dinheiro, com trilha documental completa até a origem.

Por que a ausência de valor mínimo torna o processo mais exigente

É comum ler que o E-2 começa em US$ 100 mil. Esse número não está em lei nenhuma: é uma referência de mercado que se popularizou. O critério real é proporcional: investir US$ 80 mil num negócio que custa US$ 100 mil é uma proporção forte; investir US$ 300 mil num negócio que custa US$ 3 milhões é fraca.

Isso inverte a intuição de quem chega achando que basta ter capital. Sem piso definido, cada caso precisa justificar o próprio número. É justamente aí que a qualidade do plano de negócios decide o resultado.

O que acontece com a família

Cônjuge e filhos solteiros menores de 21 anos podem acompanhar o investidor. O cônjuge pode pedir autorização de trabalho e atuar em qualquer área. Os filhos podem estudar. Ao completar 21 anos, o filho deixa de ser dependente e precisa de status próprio, um prazo que costuma ser subestimado no planejamento familiar.

Renovação e permanência

O E-2 não tem limite de renovações: enquanto o negócio operar e os requisitos se mantiverem, é possível renovar indefinidamente. Em contrapartida, é visto de não-imigrante. Ele não conduz por si só à residência permanente, e a intenção de retornar ao país de origem ao fim do status precisa ser sustentável.

Quem tem a residência permanente como objetivo declarado desde o início costuma precisar avaliar outras rotas, isoladas ou combinadas.

Serviço executado pela FM Cittadinanza

Plano de negócios para o projeto americano

Sem valor mínimo em lei, o número que você vai investir precisa se justificar sozinho. Elaboramos o plano de negócios que sustenta essa justificativa: mercado, projeção, uso do capital e plano de contratação, no formato que o processo exige. É documento de negócio, executado pela nossa equipe, e serve ao seu projeto seja qual for o desfecho migratório.

Conte o essencial do seu projeto. Retornamos com escopo, prazo e valor.

Análise do seu caso

A parte jurídica é conduzida por advogados nos Estados Unidos

A FM Cittadinanza não avalia elegibilidade nem conduz processo migratório. A análise do seu caso é feita por advogados da nossa rede parceira nos Estados Unidos: com a sua autorização, encaminhamos o seu contato, e você trata diretamente com quem conduz o processo. A parte de projeto e documentação seguimos executando daqui.

Informe onde você mora e o contexto do projeto. Encaminhamos ao profissional certo para o seu caso.

A análise jurídica do seu caso é conduzida pela nossa rede parceira nos Estados Unidos, que fala com você diretamente. A parte de projeto e documentação seguimos fazendo daqui.

Perguntas frequentes

Brasileiro pode pedir visto E-2?

Não com passaporte brasileiro: o Brasil não consta na lista oficial de países com tratado do Department of State. Um brasileiro com segunda nacionalidade elegível (italiana, espanhola, portuguesa, entre outras) pode. Sem segundo passaporte, a rota costuma ser outra, como o L-1A, que não depende de tratado.

A cidadania italiana reconhecida por descendência vale para o E-2?

Sim. Para efeito do tratado, o que importa é ser nacional do país signatário. A cidadania italiana reconhecida por descendência produz os mesmos efeitos da adquirida por nascimento em território italiano.

Comprar imóvel nos Estados Unidos dá direito ao E-2?

Não. O E-2 exige empresa real e operacional dirigida ativamente pelo investidor. Imóvel para renda é investimento passivo e não sustenta o visto. Pode fazer sentido como dolarização de patrimônio, mas é decisão separada da de imigração.

O E-2 leva ao green card?

Não diretamente. É visto de não-imigrante, renovável indefinidamente enquanto o negócio opera. Quem tem a residência permanente como objetivo desde o início precisa avaliar outras rotas.

A FM Cittadinanza é empresa italiana de assessoria em documentação e estruturação de negócios (P.IVA IT04358910166). Não é escritório de advocacia e não presta consultoria jurídica em imigração americana. Este conteúdo é informativo e genérico, não constitui orientação sobre caso concreto. A análise do caso e a condução do processo são feitas por advogados habilitados nos Estados Unidos, da rede parceira da FM. Você contrata e trata diretamente com eles.